Primeiramente, mil desculpas pelo meu sumiço, mas hoje eu volto com uma das colunas que eu mais gosto aqui no blog, que é Músicas que me Inspiram, e hoje eu trago minha nova música favorita. Vocês conhecem o Hilsong United? Eles são uma banda gospel australiana que apesar de ser gospel, tem tipo, o melhor som do mundo. A qualidade deles é incrível, e a minha nova música favorita "Oceans" do Hilsong me inspirou demais. Super recomendo, sério, vocês PRECISAM OUVIR (principalmente Relentless). Mas enfim, vamos para o texto. (não se esqueçam de apertar play na música).
O PODEROSO DESCONHECIDO
Ás vezes eu acho que tudo isso é só uma brincadeira, e que eu
estou sob o comando de um jogo diabólico sendo enganado por uma sociedade
hipócrita. Geralmente, quando eu me sinto assim, gosto de olhar para as
montanhas. Ver bem lá no alto. É tão grande, é tão majestoso. O ar frio. O céu,
a neblina quase toca as nuvens. E então, eu me sinto pequeno, pequeno em
relação ás montanhas, e as montanhas em relação ao universo. Somente um grão de
areia no universo. Somente um uma pedra numa infinidade de estrelas, galáxias e
de planetas. E é então, só então que eu percebo que eu não estou aqui em vão.
Não é em vão que a Terra é a única capaz de ser habitada. Não é á toa que eu consigo sentir
isso. E eu me sinto tão sortudo por estar aqui. Tão sortudo por participar
disso. Eu fui o sonho ou a oração de alguém.
Algumas pessoas não gostam de se sentir assim. Algumas
pessoas acham idiotice ou talvez, triste pensar o quanto nós somos pequenos
dentro dum universo tão grande. E perto das montanhas, nós somos como apenas
uma pequena quantidade de carbono. Mas o vento está aqui. Dentro de um planeta
que não era para existir? Acho que não. Eu existo. E essa é a maior prova de
que eu não sou inútil. Essa é a maior prova de que a minha vida não é vão. Essa
é a prova de que eu tenho um dom, de que a minha vida não é algo vazio. Eu não
sou uma quantidade de carbono inútil.
E nesses momentos, eu gosto de pular dentro do oceano.
Sentir as águas levando o meu corpo. Ser conduzido pelas ondas. Ser conduzido
pela a correnteza. Abrir os olhos lá em baixo e me confrontar pelo poderoso
desconhecido. Sentir o leve. Sentir que nada no mundo pode me incomodar. Gosto
do silêncio que a água me proporciona. Gosto dessa sensação de “perder o ar”. É
magnífico. Cada vez mais que o ar é retirado dos meus pulmões, eu sinto, eu
consigo sentir o quanto eu preciso do ar. O vazio nos faz implorar pelo
completo. O vazio nos faz implorar por algo que nos preencha. O á medida que o
ar vai sendo esvaziado dentro de meu pulmão, eu percebo o quão maravilhosa é a
vida. E quando eu volto para a
superfície e respiro. Quando eu puxo o ar para dentro dos meus pulmões, eu me
sinto mais vivo de que nunca me senti antes.
E isso tudo é incrível. Tudo isso é espetacular. A vida, não
é um conjunto de dias inúteis. Viver é fazer parte. Viver é presenciar, o único
lugar no universo que pode ser habitado. E de algum modo, eu me sinto amado. Eu
me sinto completo. Essa é a segurança, essa é a minha rocha. E quando olhamos
para o mundo, nos sentimos como uma pequena gota d’água num grande oceano. Mas
eu gosto de me sentir como uma pequena gota d’água num grande oceano, afinal de
contas, são das pequenas gotas que o oceano é formado.




